sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mensagem Quaresmal

"A Quaresma foi instituída pela Igreja com a dupla finalidade de preparar os adultos para o Batismo e todo o povo cristão para a celebração da solenidade da Páscoa. Tem-se mantido ao longo dos séculos como um tempo especial em que todos os cristãos são convidados a adotar um estilo de vida em correspondência com os ideais evangélicos, dispondo-se a corrigir deficiências morais, purificar intenções e ampliar a prática das boas obras, pela qual se torna efetiva a lei sublime do amor ao próximo, resumo de toda a mensagem evangélica.
Querendo ajudar os cristãos de todo o mundo a viver este tempo sagrado da Quaresma em sintonia de pensamento e ação, Bento XVI, na peugada dos seus antecessores, todos os anos publica uma mensagem, chamando a atenção de todos os fiéis para alguma das situações mais cruciais do nosso tempo e apontando caminhos para ir ao seu encontro.
Este ano, com palavras da Carta aos Hebreus, convida-nos a prestar atenção às pessoas que vivem à nossa volta, independentemente dos laços familiares que a elas nos possam unir. Pois, sendo todos nós membros da grande família humana, todos temos obrigação de prestar atenção uns aos outros. Afinal, todos temos uma origem e um fim comum. A paternidade única de Deus torna-nos a todos irmãos uns dos outros.
Se refletirmos um pouco, facilmente concluiremos que o alerta do papa vem mesmo a propósito das situações difíceis que se vivem no nosso país, onde, dia a dia, crescem as dificuldades para muitos dos nossos concidadãos, por falta de alguém que lhes preste atenção, quando as dificuldades batem à porta.
Tenhamos presentes os casos de pessoas de idade avançada que vivem sozinhas e chegam mesmo a morrer sem que alguém se tenha dado conta, durante semanas, meses e até anos. Pensemos ainda nas pessoas que se encontram sem recursos económicos para viver com um mínimo de dignidade, ficando reduzidas à desumana condição de miséria e, por vezes, sem um teto onde se possam abrigar.
Infelizmente, são poucos os que prestam atenção a estes casos extremos. E, ao contrário, é cada vez maior o número dos que vivem centrados nos próprios interesses, enredados na espiral sem fim do consumismo, que funciona como autêntica anestesia espiritual, potenciadora de perniciosos egoísmos e propiciadora de um clima de fria indiferença a toda a espécie de infortúnios que se multiplicam a um ritmo cada vez mais acelerado.
Não poderá ser essa a atitude dos cristãos. Os discípulos de Jesus Cristo devem seguir os passos do seu Mestre. Ora, nunca Jesus voltou as costas ou ignorou os doentes nem os pobres. Antes pelo contrário. Foi ao seu encontro, fixou neles o olhar com amor, tomou-os pela mão com carinho e sarou-os. Não possuindo nós os poderes taumatúrgicos de Jesus não poderemos operar milagres.
Mas, pela força do amor que foi derramado nos nossos corações, para nos abrir a mente e o coração, podemos prestar atenção, podemos amar, podemos ajudar, se quisermos. Basta que, metendo a mão na consciência, sinceramente nos interroguemos sobre o que em concreto podemos fazer a favor dos nossos irmãos mais carenciados e nos decidamos a praticar as boas obras que estão ao nosso alcance.
Cada um de nós é convidado a estender a mão para levantar o caído, ajudar o pobre, consolar o desalentado, fazer companhia ao que vive em solidão, ensinar o ignorante, corrigir o que errou e rezar por todos. A Quaresma há de ser um tempo sagrado que nos ajuda a viver uma relação autêntica de verdade com Deus, connosco mesmos e com os outros. Pois só nessa tríplice relação se concretiza a plenitude da vida, a que chamamos felicidade.
Com efeito, a Quaresma, instituída para nos ajudar a sermos felizes, convida-nos a prestar atenção aos outros, porque sem eles não podemos alcançar a vida plena. Eis a razão porque a Igreja também instituiu neste tempo a renúncia e a partilha dos bens com os mais carenciados. Este ano, o produto das renúncias voluntárias em tempo de Quaresma será entregue mais uma vez à Caritas Diocesana para que, através dos pólos distribuídos pela Arquidiocese, faça chegar aos que se encontram em dificuldades um sinal de fraternidade cristã e de amor de Deus".

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Quaresma: Prestar atenção ao outro

"A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspetos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal. (...)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quarta-feira de cinzas

“Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás-de voltar”.
Assim começa a Quaresma. Palavras duras e simbolismo austero.
Sem meias tintas.
Para crentes e não crentes, sugestão de lúcida humildade.
Para os cristão, acrescente-se a esperança nascida da fé.
Quarta-feira, às 18.00 horas, Missa, com rito de imposição das cinzas.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Convívio de Carnaval

O Carnaval está à porta. E esse foi o pretexto para um momento de convívio intergeracional. As crianças da escola e jardim de infância da nossa aldeia vieram visitar os amigos mais velhos, ao Centro Social. Disfarçados a rigor, proporcionaram um momento de boa disposição a todos. E os residentes do Centro ofereceram-lhes uma máscara carnavalesca feita manualmente, para ajudar à festa.
Obrigado às senhoras professoras e parabéns pelo trabalho efectuado.









domingo, 12 de fevereiro de 2012

Em nome dos que sofrem


A comunidade cristã de São Cristóvão assinalou hoje o Dia do Doente. Na Eucaristia dominical, mais de cinquenta pessoas receberam o sacramento da Santa Unção, sinal do amor de Deus por aqueles que atravessam processos de sofrimento e debilidade.
A igreja esteve completamente cheia, transformando a celebração numa significativa expressão de comunhão, solidariedade e oração comum. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dia do doente

No próximo Domingo, faremos a nossa celebração do Dia do Doente. Embora a celebração mundial se assinale no dia 11, optámos por fazer a celebração paroquial no dia seguinte, incluída na missa dominical.
É um dia em que rezamos por e com as pessoas doentes. A doença é um desafio e uma interpelação. Um desafio para aqueles que a padecem, pelo processo de sofrimento que implica; uma interpelação a todos os outros, chamados à solidariedade e à comunhão.
Durante a Eucaristia Dominical, será administrado o sacramento da Santa Unção, a todos aqueles que o tiverem pedido. Convidamos todos os familiares, amigos e restante comunidade a associarem-se a esta celebração.
A melhor maneira de rezar pelos doentes é rezar com eles.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Apresentação de contas

Foi hoje apresentado o relatório de contas da Paróquia de São Cristóvão, referente ao exercício de 2011. A quem interessar, a informação está disponível na igreja paroquial.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Festa da Palavra


No passado domingo, as crianças de 4º e 5º anos de catequese celebraram a sua Festa da Palavra, durante a Eucaristia dominical. Receberam, das mãos dos seus pais, ou de quem os acompanhou, a sua Bíblia.
A Palavra de Deus é central na vida de um cristão. Na catequese, as crianças iniciam o seu contacto com essa Palavra, aprendem a usar a Bíblia e descobrem, pouco a pouco, a pessoa de Jesus Cristo que aí se revela.
Foram seis as crianças que receberam a Bíblia:
  • João Pedro Butes Cabeça Branca
  • Catarina Alexandre Carvalho
  • Franscisco Manuel Vedorias
  • João Miguel Tregeira Pinto
  • Marta Filipa Candeias Jacinto
  • Matilde Miguéns Jorge Redondo
A todos eles os nossos parabéns.
E obrigado à catequista, Dª Benvinda Soeiro.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Visita Pastoral

O Arcebispo da nossa diocese, D. José Alves, fará em breve uma Visita Pastoral a São Cristóvão. O programa da visita, que decorrerá entre 11 e 25 de Março, está a ser preparado e será oportunamente divulgado.
Esta visita será, certamente, uma ocasião de crescimento e dinamização da fé. Apelamos, desde já, à participação de todos.
Entretanto, publicamos a carta que o Senhor Arcebispo escreveu às comunidades:


"Estimados  Diocesanos,
No início de mais um ano, dirijo-me a todos vós, movido pela caridade pastoral, para vos exprimir a minha solicitude apostólica, vos dizer quanto me sinto unido a todos vós, partilhando das vossas preocupações e sofrimentos, alegrias e esperanças. Sempre vos tenho presentes nas minhas orações, implorando para todos as bênçãos de Deus, a fim de que nestes tempos de austeridade e contenção económica, não haja carência de solidariedade cristã nem de esperança jubilosa, iluminada pela fé.
Quero partilhar convosco um projecto pastoral que tenho muito a peito e pedir para ele o vosso apoio e oração quotidiana. Na sequência do anúncio feito no Dia da Igreja Diocesana, comunico-vos que, de Fevereiro a Maio, farei a Visita Pastoral às paróquias da Vigararia de Montemor-o-Novo. Seguindo o exemplo de Jesus, que percorria as cidades e aldeias (cf Mt 9,35), se compadecia das multidões que O seguiam e a todos anunciava a Boa Nova do Reino, também eu irei para o meio das comunidades que Deus me confiou, movido pelo desejo de conhecer melhor as condições de vida de todos, disposto a consolar os tristes, estimular os abatidos, compreender os aflitos, amar os pobres e abandonados, dando assim cumprimento à minha missão de anunciar o Evangelho a toda a criatura (cf Mc 16,15) e de confirmar a fé dos baptizados. A minha visita dirige-se em primeiro lugar às comunidades paroquiais, com seus órgãos e movimentos de apostolado, mas encontrarei igualmente tempo para visitar as escolas e as outras instituições e colectividades que mostrem disponibilidade para me receberem, de acordo com o programa elaborado pelos párocos.
Porém, ciente dos meus limites para o desempenho cabal da missão apostólica, recorri à colaboração de presbíteros, que ajudarão os párocos na pregação e nas celebrações litúrgicas, de religiosas e de leigos, que, investidos de corresponsabilidade eclesial, aceitaram partir em missão, como os setenta e dois discípulos enviados por Jesus, mais confiados no poder da Palavra de Deus do que nos seus dotes pessoais. Por isso, em todas as paróquias haverá um tempo de visitas domiciliárias, feitas por esses meus enviados, em nome de Jesus Cristo. São pessoas de bem e de paz. Não vão pedir nada. Apenas pretendem partilhar a alegria de se terem encontrado um dia com Cristo ressuscitado. Acolhei-os, confiados nas palavras de Jesus: quem vos recebe a Mim recebe (Mt 10,40).
Mas para garantir o bom sucesso deste tempo de missão e de Visita Pastoral, não me limitei a solicitar a ajuda de alguns colaboradores. Invoquei também a protecção de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, que visitou a nossa Terra, no lugar da Cova da Iria. E, para fortalecer o vosso amor filial à Virgem de Fátima, uma Imagem Peregrina de Nossa Senhora virá também visitar todos os lugares das vossas paróquias, para nos lembrar mais uma vez a mensagem evangélica de Jesus, tal como fez aos pastorinhos, há perto de cem anos. Oxalá cada um de nós, a exemplo dos pastorinhos, se deixe guiar por Maria. Imitando-a, aprendamos a ser discípulos de Jesus. Escutando as suas recomendações de Mestra, acreditemos na Palavra, guardemo-la em nosso coração e façamos dela a norma da nossa vida. Acolhendo-nos à sua protecção de Mãe, confiemos no seu amor maternal e deixemo-nos conduzir por ela.
Esperando encontrar-vos, fico em oração por vós. Rezai pelos frutos da Visita Pastoral.  

Évora, 10 de Janeiro de 2012, Festa do Baptismo do Senhor
+José, Arcebispo de Évora


Conversas à volta da fé

A fé faz parte da nossa vida. É uma dimensão importante, que pode e deve ser cultivada. Por isso mesmo, propomos que haja em São Cristóvão um tempo e um espaço para a formação, para a partilha, para a oração e, sobretudo, para o encontro.
Temos tempo para o trabalho, para a família, para os amigos e para fazer muitas outras coisas que enchem o nosso quotidiano. Por que não dedicar uma hora, de vez em quando, a aprofundar temas directamente ligados à espiritualidade cristã? É essa a ideia e é para isso que convidamos todos os que quiserem juntar-se.
Na próxima sexta-feira, dia 27, às 18.30h, no Centro de Catequese.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Quem iria?


Na história dos Magos há vários personagens. E as suas atitudes perante a notícia de um Deus nascido mostram sensibilidades bem diversas.
Herodes rejeita e manipula, com vista aos seus próprios interesses.
Os escribas e sacerdotes, especialistas e homens informados, manifestam indiferença: teriam coisas mais importantes para fazer que mudar a sua vida por causa do Messias esperado.
São os Magos, estrangeiros e pagãos, os que mais se importam. Que procuram. Que seguem a estrela. Que vão e adoram.
Se o Menino nascesse hoje, por aqui, nos arredores de São Cristóvão, quem iria?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Bom Ano Novo!


“A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade”. A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.
A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. “Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).
A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respetivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente."

sábado, 24 de dezembro de 2011

Eis que chega...


Véspera de Natal. Dia cheio. Preparativos. Urgências de última hora. Gente a chegar. Família. Telefonemas. Mensagens. O serviço de louça. O vinho. A toalha e os arranjos. As flores. A comida. Muita comida. Doces, chocolates, bolos, semi-frios e pudins. Presentes. Muitos embrulhos. E deviam ser mais, mas o dinheiro é pouco... Correria. Cansaço.
Há tudo isto. E muito mais.
Mas há também o que mais importa. Um Deus vai nascer para nós; um menino nos vai ser dado. E traz com ele a esperança, de que tanto carecemos. E convida-nos a renascer também. E a renovar o mundo que é nosso, a começar pelo que está ao alcance da mão.
Hoje à noite, às onze horas, é isto que vamos celebrar. Na missa "do galo". No sítio do costume. Contamos consigo.

A Paróquia de São Cristóvão deseja a todos um Santo Natal.